A China concordou nesta quarta-feira (19) com declarações do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, sobre o status do Japão na ordem internacional do pós-guerra.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, as chamadas "Cláusulas de Estado Inimigo" da Carta da ONU continuam tendo importância para preservar os resultados da Segunda Guerra Mundial e impedir o ressurgimento do militarismo japonês.
Na segunda-feira (17), Lavrov afirmou que o Japão foi originalmente designado como "Estado inimigo" e defendeu que o país observe integralmente o documento, incluindo o Artigo 107, que trata das chamadas cláusulas de Estado inimigo.
Memória histórica
Segundo Lin, a reafirmação das cláusulas, especialmente durante os 80 anos dos Julgamentos de Tóquio, é relevante para defender os resultados da vitória chinesa na guerra contra a agressão japonesa e da "Guerra Mundial Antifascista".
Lin também citou a Declaração do Cairo, a Proclamação de Potsdam e o Instrumento de Rendição Japonês como documentos que estabeleceram obrigações internacionais para o Japão após sua derrota na Segunda Guerra Mundial.
O porta-voz acusou o atual governo japonês, liderado por Takaichi, de ignorar crimes históricos, encobri-los e glorificá-los. Segundo Lin, a administração estaria buscando abandonar o pacifismo, flexibilizar as restrições impostas pela Constituição japonesa e intensificar a remilitarização do país.