Notícias

Polícia desarticula grupo que fabricava armas com impressoras 3D

Principal alvo foi detido em Canoas (RS); Polícia Civil apura venda do armamento a pessoas ligadas a diferentes facções.
Polícia desarticula grupo que fabricava armas com impressoras 3DGettyimages.ru / Spencer Platt

A Polícia Civil prendeu 16 pessoas nesta quarta-feira (19) durante uma operação contra um grupo investigado por fabricar armas de fogo com impressoras 3D no Rio Grande do Sul. O principal alvo, apontado como responsável pela produção do armamento, foi detido em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A informação foi publicada pelo portal g1.

A Operação 3D cumpre 20 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, Triunfo, Eldorado do Sul, São Leopoldo e Montenegro.

Segundo a investigação, o grupo mantinha uma divisão de tarefas, com responsáveis pela fabricação das armas, organização das encomendas e distribuição. A Polícia Civil afirma que o armamento era vendido a diferentes grupos criminosos do RS.

"Ele vendia para indivíduos que teriam relacionamento com diversas facções criminosas aqui do estado, inclusive algumas rivais", afirmou o diretor de investigações do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), delegado Alencar Carraro.

Fabricação das armas

A polícia ainda investiga como o principal suspeito adquiriu conhecimento para produzir as armas. Ele declarou às autoridades que encontrou as instruções na internet, mas os investigadores apuram a possível participação de outras pessoas com conhecimento na área.

Segundo Carraro, as armas eram de grosso calibre e apresentavam bom funcionamento apesar da fabricação artesanal. "Armamento proibido, só podendo ser utilizado por polícias", acrescentou.

O delegado também afirmou que esse tipo de arma alcança valores elevados no mercado criminoso.

Investigação

A apuração começou em novembro de 2025, quando o Denarc apreendeu armas produzidas por impressão 3D, além de peças e componentes usados na fabricação.

A Polícia Civil segue cumprindo as ordens judiciais da operação. Até a última atualização das informações, 16 dos 20 alvos de mandados de prisão preventiva haviam sido detidos.