O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a destacar nesta segunda-feira (17) sua relação pessoal com o líder da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Kim Jong-un.
Durante uma coletiva de imprensa no Salão Oval, Trump afirmou que sempre foi tratado com "grande respeito" por Kim e ressaltou os encontros que os dois mantiveram ao longo dos últimos anos, dizendo que ambos se entendem bem.
Nesse contexto, o mandatário declarou que o líder norte-coreano não tinha boa relação com seus antecessores,Joe Biden e Barack Obama, mas que os dois mantêm um relacionamento positivo.
Na sequência, Trump sustentou que sua mais recente decisão de reduzir os custosos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, motivada por sua "relação muito boa com Kim Jong-un", contribui para tornar a península coreana mais segura e estável.
Fim da ajuda aos sul-coreanos?
Em outro momento da coletiva, Trump detalhou um telefonema tenso com o presidente sul-coreano, Lee Jae Myung:
"Eu liguei para ele e disse: vocês gostariam de nos dar uma ajudinha? Nós não precisamos de ajuda com o Irã, mas, se quiserem, podem nos ajudar com o Irã. Ele disse: 'não, obrigado'. E eu respondi: nós temos 39 mil soldados aí, protegendo vocês de Kim Jong-un, o vizinho de vocês, e vocês não vão nos ajudar em uma operação militar muito simples no Irã?"
O presidente afirmou ter respondido à negativa questionando Lee: "Então por que nós estamos envolvidos em ajudar vocês?". O mandatário disse ter lembrado seu homólogo de que 50% do petróleo consumido pela Coreia do Sul passa pelo Estreito de Hormuz. "Tudo o que eu quero é justiça", sustentou.
"Eu me dou muito bem com a Coreia do Sul. Eles estavam nos pagando US$ 3 bilhões por ano. Depois convenceram Biden de que eu provavelmente era uma pessoa ruim e que não deveriam fazer isso. E ele revogou imediatamente essa decisão. (...) Não podemos sair por aí protegendo todos esses países, especialmente quando eles não estão dispostos a nos ajudar", concluiu.