Cinco candidatos à Presidência da República foram registrados no último dia, sábado (15), do prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2026. Foram eles: Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC), Pablo Marçal (PRTB) e Wilson Grassi Júnior (Democrata).
Embora os registros tenham ocorrido no limite do prazo, as candidaturas de Caiado e Costa Pimenta não surpreenderam. Ambos têm histórico de participação na política nacional. Caiado, inclusive, disputou a Presidência em 1989, na primeira eleição direta após a ditadura militar, vencida de forma acirrada por Fernando Collor de Mello contra Luiz Inácio Lula da Silva.
Ronaldo Caiado (PSD)
O governador de Goiás declarou R$ 52.557.930,98 em bens. Médico, professor universitário e produtor rural, Caiado nasceu em Anápolis (GO) e fundou a União Democrática Ruralista (UDR) em 1985.
Foi deputado federal por cinco mandatos, senador entre 2015 e 2018 e governador de Goiás por dois mandatos. Agora, volta a disputar a Presidência.
Entre as principais propostas de seu programa está a adoção da "biocompetitividade" como estratégia nacional, com integração entre agricultura, bioenergia, biotecnologia, ciência e sustentabilidade.
O plano também prevê aumento da produtividade em áreas já abertas, ampliação da agricultura de precisão, um Plano Decenal de Bioenergia e mudanças no financiamento do agronegócio, incluindo um plano Safra plurianual.
Clariana Barão (DC)
Clariana Barão declarou R$ 1.820.760,17 em bens. Natural de Mato Grosso, é advogada e preside o diretório estadual do Democracia Cristã.
Sua candidatura foi lançada depois da desistência do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa.
O programa prioriza políticas para mulheres e crianças, sem propostas concretas em questões numéricas, mas prevendo a integração entre saúde, assistência social, segurança e Justiça no combate à violência.
Pablo Marçal (PRTB)
Este é o caso mais complexo. Empresário, influenciador digital e coach, Pablo Marçal declarou R$ 7.418.372.569,00 em bens. O candidato, de 39 anos, nasceu em Goiânia (GO) e ganhou projeção nacional antes de ingressar definitivamente na política.
Marçal disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024 e ficou fora do segundo turno. Durante aquela campanha, foi condenado pela Justiça Eleitoral e declarado inelegível por oito anos.
O ponto jurídico central é que o simples protocolo do pedido de registro não significa que a candidatura esteja definitivamente deferida. A Justiça Eleitoral ainda deve analisar as condições de elegibilidade e eventuais causas de inelegibilidade.
Assim, a situação de Marçal será objeto de análise específica no processo de registro de sua candidatura. Apesar disso, seu pedido foi apresentado dentro do prazo e integra, neste momento, a relação de candidaturas registradas.
O programa de governo apresentado para a candidatura, segundo as informações indexadas pela própria campanha no TSE, não contém propostas.
Wilson Grassi Júnior (Democrata)
Médico veterinário, Wilson Grassi Júnior, de 56 anos, declarou R$ 50 milhões em bens.
Natural de São Paulo, participou em 2015 da criação de um hospital público para cães e gatos na capital paulista. Esta será sua quarta disputa eleitoral. Já concorreu a deputado estadual em 2006, a deputado federal em 2022 e a vereador de São Paulo em 2024.
Seu programa é organizado em cinco verbos: desburocratizar, desonerar, digitalizar, democratizar e desenvolver.
A proposta econômica parte da ideia de reduzir obrigações burocráticas, diminuir o peso sobre o trabalho e a produção, ampliar a digitalização dos serviços públicos e combater fraudes. A candidatura defende que o crescimento econômico ocorra por meio da redução de custos e entraves à atividade produtiva.
Rui Costa Pimenta (Partido da Causa Operária)
Militante histórico da causa operária, Rui Costa Pimenta já concorreu a uma série de eleições. Sobre os bens, não declarou nenhuma quantia. À Presidência, disputou em 2002, 2006, 2010, 2014 e 2026. Seu programa eleitoral é intitulado "Por salário, trabalho e terra".
Entre os eixos centrais das propostas, estão causas trabalhistas. Entre elas, reposição integral da inflação aos salários, o que o partido chama de "parar o roubo de salários"; redução da jornada e fim do desemprego; revogação de todas as reformas dos governos liberais desde 2016; cancelar privatizações; fim dos "ataques ao funcionalismo" público; reforma agrária; fim da especulação; entre outros.