O candidato do Partido da Causa Operária (PCO) à Presidência, Rui Costa Pimenta, classificou como "perseguição política" o processo que levou a uma operação de busca e apreensão em sua residência nesta terça-feira (11).
Ao criticar a reportagem do Metrópoles sobre supostos gastos milionários do partido, o político afirmou que os valores correspondem a despesas com materiais impressos utilizados em quatro eleições.
Segundo Pimenta, os pagamentos foram feitos a empresas gráficas que efetivamente prestaram os serviços e não seriam empresas de fachada. Ele também contestou o questionamento sobre algumas dessas empresas serem dirigidas por militantes do PCO.
"O juiz pode achar estranho, mas não é ilegal. Não está na lei eleitoral, não está no regulamento do TSE, que você é obrigado a contratar empresas de pessoas que não têm vinculação partidária", observou.
"O honestíssimo Alexandre de Moraes"
O dirigente também fez críticas ao Judiciário brasileiro e fez referência a mensagens extraídas do telefone do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, envolvendo a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em tom irônico, o dirigente questionou se teria acesso a um contrato de R$ 130 milhões caso procurasse o "honestíssimo, ilibado e glorioso" ministro.
"Será que ele [Vorcaro] vai me dar 130 milhões de reais? Será que ele vai me levar no jatinho dele para passear? Será que ele vai me levar para degustar uísque de 600 mil reais?", declarou. Em seguida, Pimenta afirmou que, enquanto "o país se afunda na lama", o Judiciário estaria atacando "um dos partidos menos passíveis de serem acusados de corrupção".
"P#taria do Judiciário"
Durante evento do partido no domingo (9), Antônio Carlos Silva, candidato do PCO à Vice-Presidência, afirmou que a legenda é alvo de ataques do Poder Judiciário desde a pré-campanha. Segundo ele, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) teria buscado documentos para tentar impedir o registro da candidatura.
"Essa campanha é como um ato de protesto, exigindo que a Justiça Eleitoral não se meta com o Partido da Causa Operária. Porque nós vamos denunciar, nós não vamos dizer amém, nós não somos o partido do sim senhor, nós somos o partido da revolução para denunciar todo tipo de baixaria", afirmou, criticando ainda a "p#taria do Judiciário".