O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou bombardear Omã impiedosamente caso o país do Golfo Pérsico "entre em seu caminho".
"Se Omã entrar no nosso caminho, vamos bombardeá-los para c*r*lho", disse o presidente americano à Fox News, comentando sobre as negociações entre Mascate e Teerã sobre o controle do Estreito de Ormuz.
O chefe da Casa Branca também afirmou que o Irã "deveria hastear a bandeira branca da rendição" no atual conflito com os EUA, acrescentando que ele "não tem pressa". Trump também indicou que os líderes da República Islâmica possuem habilidade estratégica, embora tenha alertado sobre a situação interna do país. "Eles são bons jogadores de pôquer, mas estão morrendo", afirmou.
As declarações de Trump vem depois que o Ministério das Relações Exteriores iraniano anunciou no último sábado (15) que um entendimento havia sido alcançado com Omã a respeito do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz. "Apesar da obstrução dos EUA, as negociações entre o Irã e Omã progrediram positivamente e um acordo foi alcançado sobre um plano de tráfego marítimo", afirmou o porta-voz Esmaeil Baghaei.
Ormuz: Ponto Central de Atrito
- O Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo, tornou-se um ponto central de atrito desde que os Estados Unidos, juntamente com Israel, lançaram ataques contra o Irã em 28 de fevereiro.
- Em resposta, Teerã fechou o estreito e iniciou negociações com Omã para estabelecer um mecanismo conjunto de trânsito marítimo.
- Em 8 de julho, Trump encerrou o cessar-fogo alcançado na noite de 17 para 18 de junho, após o qual as forças americanas lançaram diversos ataques contra o Irã. Washington acusou Teerã de atacar navios mercantes em Ormuz, enquanto o Irã denunciou as violações americanas do memorando de entendimento e respondeu com diversos ataques a bases militares americanas no Oriente Médio.
- Em 5 de agosto, Teerã informou que o Irã e Omã haviam concordado com as coordenadas geográficas de uma nova rota através do Estreito de Ormuz.
- Em 8 de agosto, o porta-voz militar iraniano Mohammad Akraminia declarou que a nova ordem imposta pelo Irã no Estreito de Ormuz é "irreversível" e alertou que os Estados Unidos não têm alternativa senão aceitá-la ou "enfrentar custos muito maiores do que no passado".
- Em 9 de agosto, a Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento iraniano aprovou um projeto de lei que estabelece novas regras para o trânsito pelo estreito, afirmando que não permitirá a passagem de nenhuma embarcação sem sua permissão.