
'Qualquer ameaça será ineficaz': exército iraniano lança mensagem relembrando conflito com Iraque

O exército iraniano atingiu um nível em que "qualquer ameaça será ineficaz contra a barreira defensiva da fé e da experiência", afirmaram os militares do país em um comunicado divulgado no domingo (16), aniversário da libertação dos primeiros prisioneiros iranianos capturados durante o conflito com o Iraque (1980-1988).
Em agosto de 1990, o primeiro grande grupo de militares capturados retornou ao Irã após anos de prisão em cadeias iraquianas, em conformidade, ainda que tardiamente, com a Resolução 598 (1987) do Conselho de Segurança da ONU. No total, 43 mil iranianos foram presos durante a guerra, e alguns morreram em cativeiro.

As Forças Armadas da República Islâmica expressaram seu compromisso em "incorporar a memória das tropas exiladas ao tecido de suas operações atuais, pois sabem que a vitória reside não apenas no campo de batalha, mas também na preservação da dignidade humana e na continuidade de relatos honestos de resistência". Além disso, foi observado que o retorno desses soldados pelo governo de Saddam Hussein significava não apenas "um retorno físico, mas uma manifestação de vontade inabalável na terra pura do Irã".
A geração mais jovem do Exército aprende com os "feitos épicos" dessas pessoas, cujo exemplo demonstra que "o uniforme militar, mesmo sem armas, é uma armadura de honra e dignidade", enfatizou o comunicado.
O eco do conflito do século passado ainda se faz presente nas relações entre as duas nações do Oriente Médio. Em 2021, as autoridades do Iraque e do Irã trocaram os restos mortais de 77 soldados que participaram de combates e morreram entre 1980 e 1988.
