O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, defendeu neste domingo (16) publicamente a possibilidade de matar "30 ou 40" pessoas em Gaza todas as noites, segundo declarações que vieram a público neste domingo.
O legislador de extrema direita, integrante da coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, fez as declarações em um podcast com Rom Braslavski, ex-refém mantido em cativeiro, durante uma discussão sobre a recuperação de Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023.
"Não é segredo, não concordo com o primeiro-ministro. Acho que assassinatos seletivos deveriam ser realizados em Gaza, eliminando 30 ou 40 pessoas por noite. Não apenas aqueles que representam uma ameaça imediata: há pessoas lá que não são dignas de viver. Elas não deveriam viver. Nem sequer são pessoas", afirmou.
No passado, declarações semelhantes feitas pelo ministro e por outros funcionários israelenses foram amplamente condenadas e apresentadas à Corte Internacional de Justiça da ONU como evidência de intenção genocida.
Na mesma entrevista, o legislador defendeu a emigração em massa de palestinos da Faixa de Gaza, uma proposta que juristas internacionais dizem que poderia equivaler a uma limpeza étnica, e o reassentamento do enclave palestino por Israel.
"Vejo toda Gaza como nossa. Assentamentos não apenas em Gush Katif, mas em toda Gaza, incentivando a maior emigração possível, enviando-os para seus países. E, para os terroristas, nada de emigração, nada: apenas matá-los um por um", declarou.