O comandante-chefe do Exército do Irã, Amir Hatami, anunciou neste domingo (16) que qualquer força iraniana que capture ou elimine um soldado americano invasor receberá uma recompensa de US$ 30 mil (cerca de R$ 157 mil) do governo iraniano, segundo a agência Tasnim.
O valor será dobrado caso a ação seja executada por uma mulher iraniana.
A declaração foi feita durante uma cerimônia do Dia do Jornalista. Hatami indicou que a medida tem o apoio dos iranianos e será implementada "com a participação do povo".
O Estado-Maior Conjunto iraniano publicou ainda um comunicado enfático, assegurando que não recuará "até a derrota total do inimigo americano-sionista na região" e reconhecendo a "vontade inabalável e firme determinação" do povo iraniano.
"Não cederemos as legítimas reivindicações do povo nem as aspirações de nosso estimado líder [Aiatolá Mojtaba Khamenei] diante da agressão dos Estados Unidos", diz a mensagem.
A declaração ocorre em meio a crescentes tensões entre os governos americano e iraniano. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na sexta-feira (14), durante discurso em Nova York, que após "derrotar o Irã" declarará o estreito de Ormuz como parte do território americano, alegando que Washington já controla a zona de facto.
O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, afirmou em resposta que o estreito "foi, é e será iraniano" e que seu controle não pode ser alcançado "com um tweet, um porta-aviões ou um decreto", provocando os EUA a aceitarem a realidade de suas derrotas estratégicas.