O Irã acusou o Catar de violar as Convenções de Genebra ao manter três pilotos capturados incomunicáveis desde março, quando seus caças Su-24 foram abatidos durante ataque à base americana de Al Udeid, informou a agência irania Fars.
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O brigadeiro-general Mohammad Baqerzadeh, comandante do Comitê de Busca de Pessoas Desaparecidas do Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, identificou os aviadores como Javad Salehi, Abdolmajid Dashtian e Omran Behroushian, que teriam sobrevivido à queda em 2 de março e sido capturados vivos pelas forças cataris.
Em carta ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Baqerzadeh afirmou que os aviadores permanecem incomunicáveis há seis meses, sem contato com familiares ou autoridades iranianas.
Acusação, segundo o general, implica que Catar não respeitou os direitos desses prisioneiros de guerra, contrariando leis internacionais e as quatro Convenções de Genebra sobre tratamento de prisioneiros.
Resposta do Catar
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed Al Ansari, negou categoricamente as alegações, classificando-as como "declarações enganosas" em momento delicado dos esforços diplomáticos regionais.
O governo catari confirmou ter abatido dois aviões iranianos em março após invasão do espaço aéreo e falta de resposta a avisos. As equipes de busca recuperaram os restos mortais de um piloto, Majid Kazemi, cujo corpo foi devolvido ao Irã no fim de julho.
Al Ansari ressaltou que o Catar convidou uma equipe iraniana em abril para ser informada sobre as operações de resgate, mas Teerã não respondeu ao convite.
- O episódio ocorreu durante retaliações iranianas contra aliados regionais de Washington, após o início da guerra em 28 de fevereiro com bombardeios conjuntos de EUA e Israel contra o Irã.
- Apesar do protocolo de acordo assinado em junho, as negociações permanecem estagnadas desde o colapso do entendimento em julho.