
Ataque destrói centro de pesquisas médicas do centenário Instituto Pasteur do Irã

O porta-voz do Ministério de Saúde do Irã, Hossein Kermanpour, denunciou o ato de agressão contra o Instituto Pasteur do Irã e o classificou como um "ataque direto à segurança sanitária internacional", em uma postagem na rede social X, na quinta-feira (2).
The aggression against Pasteur Institute of Iran—a century-old pillar of global health & member of International Pasteur Network—is a direct assault on international health security. This violates Geneva Conventions & IHL principles. We call on @WHO@ICRC & global health bodies… pic.twitter.com/80mv8qgcnq
— حسین کرمانپور Hossein.Kermanpour (@HKermanpour) April 2, 2026
O ministro sublinhou que o centro atuava como "um pilar centenário da saúde global e membro da Rede Internacional Pasteur" e salientou que o ato "viola as Convenções de Genebra e os princípios do Direito Internacional Humanitário".
"Apelamos à Organização Mundial de Saúde e ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha e aos organismos globais de saúde para que condenem este ataque, avaliem os danos e apoiem a reconstrução", concluiu ele.

Guerra no Oriente Médio
Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA iniciaram uma ofensiva conjunta contra o Irã com o objetivo declarado de "eliminar as ameaças" da República Islâmica.
Os bombardeios causaram a morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de vários altos cargos militares, entre eles o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani; o comandante da milícia Basij, Gholamreza Soleimani; e o ministro da Inteligência, Esmaeil Khatib. Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo, foi escolhido como seu sucessor.
Como represália, Teerã lançou várias ondas de mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas em países do Oriente Médio. Além disso, a República Islâmica realizou uma série de ataques que atingiram "instalações petrolíferas vinculadas aos Estados Unidos" em diversos países da região.
O Irã também bloqueou quase completamente o Estreito de Ormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo e gás comercializados no mundo, o que elevou os preços dos combustíveis.
