A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) criticou a possibilidade de uma tramitação acelerada da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 no Congresso Nacional. A manifestação ocorreu após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encaminhar na sexta-feira (14) a PEC para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Em nota, o presidente da FIESP, Paulo Skaf, afirmou que a mudança na jornada de trabalho exige um debate técnico e aprofundado e defendeu que a discussão não seja conduzida sob influência do calendário eleitoral. A entidade também questionou a inclusão de regras sobre escalas de trabalho diretamente no texto constitucional.
Para Skaf, diferentes setores da economia possuem necessidades específicas e, por isso, as condições de trabalho deveriam preservar espaço para negociações coletivas.
O presidente da Fiesp acrescentou que a entidade não é contrária à discussão sobre a jornada de trabalho, mas considera inadequado acelerar a tramitação durante um ano eleitoral.
A Fiesp também classificou como uma "anomalia sem paralelo no mundo" a possibilidade de estabelecer escalas de trabalho diretamente na Constituição e defendeu a manutenção da autonomia das negociações entre trabalhadores e empregadores.