China defende soberania da Rússia sobre ilhas Curilas e cobra respeito do Japão

"A China defende que os resultados da vitória na Guerra Mundial Antifascista devem ser respeitados e mantidos com seriedade", disparou Pequim.

A China defendeu nesta sexta-feira (14) que os efeitos da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial sejam cumpridos e cobrou do país o respeito à ordem internacional estabelecida no pós-guerra. A declaração é uma resposta à visita do presidente russo, Vladimir Putin, a uma das quatro ilhas Curilas do Sul. O território de Moscou é reivindicado por Tóquio.

"A China defende que os resultados da vitória na Guerra Mundial Antifascista devem ser respeitados e mantidos com seriedade", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun.

O porta-voz citou compromissos do direito internacional, estabelecidos após a guerra, como a Declaração do Cairo e a Proclamação de Potsdam, que determinam que o Japão também seja "expulso de todos os outros territórios que tomou pela violência e pela cobiça".

Putin fez sua primeira viagem às ilhas Curilas na quinta-feira (13), acompanhado pelo governador da região de Sacalina. Durante a passagem, o presidente russo inspecionou um complexo de processamento de pescado, visitou um hospital e uma escola local.

Durante a visita, Putin também criticou o Japão por incluir a Rússia entre as principais ameaças em seus documentos de defesa e pelas sanções impostas a Moscou. "Não ameaçamos o Japão. Não temos absolutamente nenhuma reivindicação contra ele", afirmou, acrescentando que as pretensões territoriais partem de Tóquio.