Embaixador francês é investigado após levar cerca de 30 mulheres à residência oficial na África Central

O episódio ocorre em um momento delicado onde a França busca recuperar sua imagem e influência entre suas antigas colônias.

O governo francês abriu um processo disciplinar contra Bruno Foucher, embaixador do país na República Centro-Africana, após uma investigação administrativa sobre sua conduta na residência oficial em Bangui,relatou na terça-feira (11) a imprensa francesa. 

Foucher teria recebido cerca de 30 mulheres, com idades entre 20 e 30 anos, na residência diplomática entre janeiro de 2024 e março de 2026. Algumas dessas visitas teriam ocorrido durante a noite, com algumas mulheres permanecendo no local até o dia seguinte.

A frequência das visitas teria preocupado a equipe responsável pela segurança do diplomata, que comunicou a situação a autoridades superiores em Paris. O problema, segundo a investigação, estaria principalmente relacionado aos riscos de segurança e ao impacto sobre a reputação da representação francesa.

Foucher teria admitido relações sexuais com duas das mulheres. A reportagem também afirma que ele teria dado dinheiro a pelo menos uma delas, identificada pelo nome de Gypsie, uma estudante de enfermagem. 

O Ministério das Relações Exteriores francês confirmou que uma investigação foi realizada e que, após suas conclusões, foram iniciados procedimentos disciplinares contra o embaixador. Segundo o governo, o comportamento atribuído a Foucher teria provocado consequências consideradas graves para a segurança e a imagem da França.

O episódio ocorre em um momento particularmente sensível para a presença francesa na República Centro-Africana, onde Paris busca reconstruir sua influência após anos de deterioração das relações com Bangui.