
Sem verba, cientistas criam OnlyFans de marmotas para financiar pesquisas

Um projeto científico que já dura mais de 64 anos encontrou uma maneira inovadora de buscar financiamento: criar uma conta no OnlyFans. Dan Blumstein, professor da UCLA e chefe do programa de pesquisa de marmotas, contou à NPR que cortes no orçamento estão colocando em risco a continuidade da pesquisa.
A ideia surgiu enquanto ele observava marmotas no Colorado e pensava em como manter o projeto ativo. Depois de discutir a situação com seus alunos, alguém sugeriu o nome OnlyMarms.

O processo, no entanto, teve um início inesperado. Blumstein precisou verificar sua identidade, e a plataforma inicialmente rejeitou a conta. "Eles me rejeitaram porque eu não pareço uma marmota", brincou. Depois de explicar do que se tratava o projeto, ele recebeu a aprovação.
"Conteúdo de marmota sem censura"
A conta promete "conteúdo de marmota sem censura" e publica quase que exclusivamente vídeos dos roedores. Blumstein estima que precisa de entre US$ 75 mil e US$ 100 mil para financiar alunos de pós-graduação e manter o projeto. "Temos financiamento para o próximo ano, mas depois disso, a situação parece muito difícil", explicou.
Até o momento, a OnlyMarms arrecadou cerca de US$ 4 mil. O pesquisador observou que eles também estão usando a iniciativa como uma oportunidade para promover a ciência e alcançar um público diferente.
