Em 2026, foram realizados vários "ataques misteriosos" contra barcos pesqueiros equatorianos perto das Ilhas Galápagos, no Oceano Pacífico. Conforme publicação do jornal americano The Washington Post, essas agressões foram realizadas como parte de um programa secreto da Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA.
Os ataques faziam parte de um programa de "ação encoberta", ou seja, um tipo de operação secreta no exterior que conta com a aprovação do presidente americano, mas na qual o papel do governo dos EUA não é reconhecido publicamente.
A explicação foi dada por uma pessoa com conhecimento do assunto, que falou sob condição de anonimato à reportagem.
O veículo se refere a pelo menos três ataques. O primeiro, ocorrido em janeiro, foi contra a embarcação chamada 'Fiorella', que até hoje continua desaparecida, assim como oito de seus tripulantes; depois foram atacados, em março, os barcos 'Negra Francisca Duarte II' e 'Don Maca'.
Os pescadores sobreviventes contaram que foram atacados com drones, transferidos para outro navio, onde foram encapuzados e algemados por homens armados, para depois aparecerem em El Salvador; e mais tarde seriam devolvidos, sem explicação, ao Equador.
Programa secreto da CIA
De acordo com a investigação do jornal americano, apurou-se, com base em dados de voo, que um jato executivo de alto padrão, equipado com tecnologia de vigilância especializada, voou de El Salvador em direção aos barcos pesqueiros, tanto antes dos ataques quanto nos dias em que foram cometidos.
Esse avião, um Cessna Citation Longitude, poderia estar vinculado ao programa secreto da CIA.
Os fatos ocorridos perto de Galápagos aconteceram, ainda, em meio às operações que os EUA vêm realizando nos últimos meses no Pacífico e no Caribe, onde têm atacado supostas "narcolanchas", que já deixaram pelo menos 221 mortos desde setembro do ano passado; no entanto, de acordo com o veículo, há pouca semelhança entre as duas intervenções.
Diferentemente das agressões aos barcos pesqueiros, que ocorreriam em uma campanha secreta da CIA, os ataques no Caribe e no Pacífico oriental tiveram como alvo embarcações rápidas menores e semissubmersíveis; e as ações foram realizadas abertamente pelas Forças Armadas dos EUA.