A especialista em finanças e ex-funcionária do governo americano Catherine Austin Fitts apresentou, em entrevista ao jornalista Tucker Carlson nesta quarta-feira (12), a hipótese de que Washington precisa do conflito ucraniano para salvar o dólar.
O apresentador questionou as atuais políticas dos EUA nessa arena geopolítica e sugeriu que elas buscam despovoar a Ucrânia para se apoderar de seus recursos. Ao mesmo tempo, alertou para o perigo iminente de empurrar deliberadamente o mundo para "uma troca nuclear, uma guerra total e global".
"Não sei se é imprudente, intencional ou o que exatamente é, mas sabem que estamos caminhando para uma guerra mundial e não estão tentando parar — o governo Trump e todas as pessoas que o apoiam. Ao fazer isso, não estão colocando em risco seus próprios planos? Parece uma verdadeira aposta arriscada", argumentou Carlson.
Em resposta, Fitts ofereceu duas possíveis explicações para entender essa estratégia, enfatizando que o principal fator reside na hegemonia financeira dos EUA e no perigo que um colapso de sua moeda representaria.
"Matar muita gente" para impedir queda do dólar
Fitts alertou que, para evitar o colapso da moeda, os responsáveis pelo sistema estão dispostos a sustentar o atual conflito armado e ignorar o custo humano. Essa postura extrema, ressaltou ela, decorre da plena consciência das consequências de um colapso.
"Se você fosse responsável pelo sistema do dólar e soubesse o quão perigoso um colapso inadequado ou grave desse sistema poderia ser para a maioria dos países do mundo, você saberia como esse colapso poderia matar, ferir e mutilar. Então, você iria a extremos e mataria muita gente para evitá-lo", argumentou.
Ela também destacou a existência de um setor transversal nos escalões superiores com motivações culturais e religiosas que, em suas palavras, "realmente desejam provocar o Armagedom".