O presidente russo Vladimir Putin entende que o risco de conflito está crescendo na região da Ásia-Pacífico, devido a crescente infiltração da OTAN na região, por meio da criação de blocos político-militares.
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"Novos sistemas de armas estão sendo implantados e mais implantações estão planejadas" na região, o que também representa ameaças para a Rússia, segundo o presidente.
A essas ameaças se somam divergências em torno da região ártica adjacente e do uso da Rota Marítima do Norte, "embora a Rússia sempre tenha enfatizado — e reitere — sua disposição de cooperar", afirmou Putin durante uma inspeção da fase final dos exercícios navais da Frota do Pacífico.
O presidente saudou os países que desejam trabalhar com a Rússia e demonstram interesse na expansão da logística global, especialmente nações amigas como a China e a Índia. Enquanto isso, a situação no Pacífico "não é fácil", admitiu Putin, e Moscou gostaria de "compreender a posição do Japão", país que participa de vários novos blocos mencionados.
Em resposta às palavras do presidente, o chefe da Frota do Pacífico, Viktor Liina, afirmou que as novas alianças hostis que estão sendo formadas são, em sua opinião, "elementos da OTAN, mas sob uma máscara diferente".