Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta*, publicou na segunda-feira (10) uma carta de 14 páginas defendendo que a superinteligência artificial deve estar amplamente disponível para toda a população, e não restrita a uma minoria.
No documento intitulado "O futuro é para todos: o caminho para um futuro positivo da IA", o executivo argumenta que a distribuição ampla da tecnologia seria uma salvaguarda contra a concentração de poder em governos e grandes corporações.
Zuckerberg afirma que indivíduos deveriam ter acesso à "superinteligência pessoal" e estar sujeitos a restrições apenas quando estritamente necessário. "Não entendo por que alguém que acredita que a IA eliminará a maioria dos empregos e grande parte da relevância da humanidade se apressaria em construir esse futuro", escreveu.
Ele também criticou a visão de que a IA seria tão perigosa que exigiria concentração extrema de poder para ser segura e defendeu a continuidade do código aberto em inteligência artificial, reafirmando seu compromisso com o ecossistema aberto.
Zuckerberg também pediu cooperação estreita entre laboratórios de IA e governos, destacando a necessidade de políticas públicas para garantir um futuro positivo.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.