
Drones britânicos com destino a Ormuz transmitiam dados secretamente para China — Telegraph

Drones marítimos K3 Scout das forças especiais britânicas estavam enviando dados secretos para a China, segundo reportagem do The Telegraph publicada no domingo (9), que cita uma investigação técnica.

De acordo com fontes, as câmeras desses drones, que utilizam componentes chineses, estavam transmitindo os chamados "sinais de pulsação", usados para confirmar seu funcionamento normal, para um dispositivo no país asiático.
Após a descoberta, o Ministério da Defesa britânico teve que desconectar da internet o conjunto de câmeras avaliado em £12 milhões (mais de US$ 16 milhões). Os equipamentos, que vinham sendo utilizados pelos Fuzileiros Navais Reais desde março, foram fornecidos pela Kraken Technology Group, uma empresa contratada que adquiriu as câmeras de um fornecedor externo que havia garantido sua segurança.
"Falha grave"
Essa vulnerabilidade afeta a frota de drones do Projeto Beehive da Marinha. Os drones faziam parte de um pacote militar futuro projetado para garantir o que Londres define como "liberdade de navegação" no Estreito de Ormuz.
"É uma falha grave na verificação da origem dos componentes", afirmou uma fonte da defesa ao jornal, referindo-se a essas embarcações. "Perdemos a confiança na plataforma", concluiu a fonte.
Embora o Ministério da Defesa e a Kraken enfatizem que levam a segurança "extremamente a sério" e neguem que quaisquer provas tenham sido enviadas para o exterior em troca de dados sensíveis, o caso levantou preocupações sobre uma possível violação da segurança nacional ou uma potencial exposição de reuniões de oficiais superiores na sede do Special Boat Service (SBS), uma unidade de elite britânica baseada na costa de Dorset.
O veículo relata que há receios de que as câmeras tenham permanecido ativas mesmo com os drones desligados.
- Os países da OTAN apontam regularmente a China como uma ameaça à sua segurança nacional. Em particular, Londres acusa-a de espionagem há anos.
- Pequim rejeitou repetidamente as acusações ocidentais de espionagem cibernética e coleta de dados, classificando-as como infundadas.

