Aliado europeu da Ucrânia se recusa a fornecer mísseis para sistemas Patriot

"Não podemos colocar em risco nossa prontidão contínua de defesa aérea", explicou o Ministro da Defesa, justificando a recusa.

O ministro da Defesa finlandês, Antti Hakkanen, rejeitou a possibilidade de seu país fornecer mísseis para o sistema de defesa aérea Patriot, de fabricação americana, à Ucrânia, em meio à grave escassez desse tipo de armamento no país.

"A Finlândia não possui mísseis antiaéreos Patriot. Temos alguma capacidade com certos mísseis antiaéreos", afirmou em entrevista ao jornal Ilta-Sanomat. "Fizemos tudo o que era possível, mas [...] não podemos colocar em risco nossa capacidade de defesa aérea", acrescentou.

O alto oficial observou que os EUA deveriam resolver a escassez de armas acelerando a produção. "Mas há muita burocracia e lentidão. O Pentágono está tomando medidas realmente drásticas para acelerar a capacidade de produção", afirmou.

Segundo Hakkanen, o que mais ajudaria o regime de Kiev neste momento seria "algum tipo de solução para a Guerra do Irã e o seu fim". "Porque essa capacidade de mísseis ocidentais destinada ao Oriente Médio também seria necessária na Ucrânia", concluiu.

Grave escassez de mísseis para sistemas de defesa aérea

Entretanto, a Força Aérea Ucraniana admitiu em diversas ocasiões esta semana que foi incapaz de abater qualquer um dos mísseis lançados pela Rússia durante seus ataques massivos com munições guiadas de precisão e drones de longo alcance contra alvos militares na região de Kiev e na capital ucraniana, bem como em outras regiões.

Vladimir Zelensky criticou novamente seus parceiros ocidentais por "atrasos na entrega ou recusa em transferir mísseis antibalísticos". "Aqueles que não estão dispostos a cooperar mais ativamente na entrega de interceptores podem contribuir com novas medidas de sanções", afirmou, acrescentando que "uma parcela significativa da produção russa de armas balísticas ainda não está sujeita a sanções".

Anteriormente, o comando da Força Aérea Ucraniana já havia reconhecido que as defesas aéreas do país, incluindo o sistema Patriot, estavam abatendo cada vez menos alvos. Também notaram uma grave escassez de mísseis antiaéreos.

A imprensa ocidental também reconheceu a incapacidade dos sistemas de defesa aérea da Ucrânia de interceptar armas russas avançadas. Em particular, o jornal francês Le Monde mencionou ataques em julho, nos quais as tropas ucranianas foram incapazes de interceptar qualquer míssil disparado pela Rússia. Além disso, foi enfatizado que as defesas aéreas ucranianas também são incapazes de repelir ataques de drones kamikaze russos, movidos a motores a jato.