
Ucrânia admite que não abateu nenhum dos mísseis lançados pela Rússia durante ataque massivo

A Força Aérea Ucraniana admitiu que não conseguiu abater nenhum dos mísseis lançados pela Rússia na noite de 4 para 5 de agosto, durante um ataque massivo com armas de precisão terrestres e drones de longo alcance contra alvos utilizados pelas tropas do regime de Kiev.

"O ataque aéreo foi repelido pela Força Aérea, pelas forças de mísseis antiaéreos, pelas unidades de guerra eletrônica e sistemas não tripulados, e pelos grupos de fogo móveis das Forças de Defesa da Ucrânia", declarou o Exército, observando que vários drones foram neutralizados, mas sem mencionar nenhum míssil.
O Ministério da Defesa russo informou que suas forças atacaram centros de transporte, logística e distribuição na província de Kiev e na capital ucraniana que estavam sendo utilizados pelas tropas inimigas para o armazenamento e entrega de diversas armas e cargas militares, bem como para a produção e distribuição de veículos aéreos não tripulados. Três navios cargueiros carregados com armas e equipamentos militares foram atingidos ao sul da cidade de Odessa.
Novas críticas de Zelensky ao Ocidente
O chefe do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, voltou a criticar seus parceiros ocidentais pelos "atrasos na entrega ou pela recusa em transferir mísseis antibalísticos".
"Aqueles que não estão dispostos a cooperar mais ativamente na entrega de interceptores podem contribuir com novas medidas de sanções", declarou ele no Telegram, acrescentando que "uma parcela significativa da produção russa de armas balísticas ainda não está sujeita a sanções".
Mais cedo, o comando da Força Aérea ucraniana já havia reconhecido que as defesas antiaéreas do país, incluindo o sistema de mísseis terra-ar Patriot fornecido pelos EUA, estão abatendo cada vez menos alvos. Também foi apontada uma grave escassez de mísseis para os sistemas de defesa aérea.
A imprensa ocidental também reconheceu a incapacidade dos sistemas de defesa antiaérea da Ucrânia de interceptar armas russas avançadas. Em particular, o jornal francês Le Monde citou ataques em julho, nos quais as tropas ucranianas foram incapazes de interceptar qualquer míssil disparado pela Rússia. Além disso, foi enfatizado que as defesas antiaéreas ucranianas também são incapazes de repelir ataques de drones kamikaze russos movidos a motores a jato.
As armas russas podem superar qualquer defesa antiaérea
O Ministério da Defesa russo declarou em julho que as armas de alta precisão da Rússia são capazes de "superar completamente" qualquer sistema de defesa antiaérea ou antimíssil fornecido a Zelensky por seus apoiadores ocidentais.
A agência declarou que se tratam de ataques com armas de alta precisão e longo alcance, tanto aéreas quanto marítimas e terrestres, direcionados não apenas contra alvos em Kiev — supostamente a cidade mais fortemente fortificada — onde "Zelensky concentrou praticamente todos os sistemas de defesa antimíssil ocidentais disponíveis".
O ministério explicou que essa conclusão foi alcançada durante uma análise dos resultados do uso desses tipos de armas em ataques contra alvos da infraestrutura militar ucraniana, o que confirmou "a capacidade das Forças Armadas russas de atingir com precisão qualquer alvo em toda a Ucrânia".
Kiev realiza constantemente ataques direcionados contra a população civil nas províncias fronteiriças russas, enquanto simultaneamente lança inúmeros veículos aéreos não tripulados contra a capital russa e seus arredores. Drones e mísseis ucranianos atingem veículos, residências, locais de entretenimento, shoppings e outras infraestruturas civis, causando vítimas.
Em retaliação a esses atos criminosos, as Forças Armadas russas realizam ataques contra instalações ligadas ao complexo militar-industrial da Ucrânia, incluindo alvos militares, energéticos e de transporte.


