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Senado dos EUA aprova indicado por Trump para embaixada no Brasil

Apesar da aprovação no Senado, Daniel Perez ainda precisa do aval do governo Lula para assumir a embaixada.
Senado dos EUA aprova indicado por Trump para embaixada no BrasilGettyimages.ru / Al Powers/Zuffa LLC/Zuffa LLC/Imagem modificada com IA

O Senado dos Estados Unidos aprovou, em votação nesta sexta-feira (7), a indicação de Daniel Perez, escolhido pelo presidente Donald Trump para o cargo de embaixador no Brasil.

A indicação de Perez causou irritação entre integrantes do governo brasileiro, que consideraram que o processo desrespeitou o rito diplomático tradicional, que prevê consultas prévias ao país receptor.

Quem é Daniel Perez?

O indicado é apoiador leal de Trump. "Nosso presidente que remodelou o mundo ao priorizar a paz e rejuveneceu o espírito americano ao lutar pelo bom senso", escreveu em publicação no X.

Perez também é um desafeto do atual governador da Flórida, Ron DeSantis, com quem disputa o protagonismo do Partido Republicano no diretório estadual. 

O político também defende firmemente ações do governo Trump como o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e as investidas por uma intervenção norte-americana em Cuba.

Momento tenso nas relações

Antes de chegar ao plenário, Perez passou por uma sabatina e teve sua indicação aprovada pelo Comitê de Relações Exteriores do Senado. A democrata Jeanne Shaheen, integrante do colegiado, criticou, nos últimos dias, a deterioração das relações entre Washington e Brasília.

"Nada representa melhor o avanço dos interesses dos Estados Unidos do que revogar o visto da principal diplomata de um de nossos parceiros", ironizou em suas redes sociais.

  • A votação ocorre em um momento de tensão nas relações entre Estados Unidos e Brasil. Na terça-feira (4), Washington revogou o visto da embaixadora brasileira no país, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
  • Dias antes, o Itamaraty negou os pedidos de visto de Riley M. Barnes e Samuel Samson, funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que planejavam viajar a Brasília antes da eleição presidencial de 4 de outubro.
  • Segundo o jornal The Washington Post, a delegação pretendia discutir a integridade e a confiabilidade do sistema de votação. O governo brasileiro avaliou que os funcionários não participariam de uma missão internacional de observação eleitoral e considerou a viagem inusitada.