
Lula diz que 'ninguém mete o bedelho' nas eleições do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (25), durante a convenção da Federação Brasil da Esperança, em Campinas, que o processo eleitoral do país será decidido pelos brasileiros.

"Portanto, quem quiser de fora se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo, vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores. E por isso o aviso está dado: o Brasil é soberano."
Lula também afirmou que o país pretende manter relações com outras nações sem abrir mão de suas decisões. "O Brasil quer manter relações com todos os países do mundo. O Brasil não quer guerra. O Brasil quer paz. O Brasil não quer ódio. O Brasil quer amor. O Brasil não quer fazer futrica. O Brasil quer trabalhar."
🇧🇷 🗳️ Lula diz que "ninguém mete o bedelho" nas eleições do Brasil
— RT Brasil (@rtnoticias_br) July 25, 2026
Durante convenção da Federação Brasil da Esperança, em Campinas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os 157 milhões de eleitores definirão o destino do país. pic.twitter.com/UMSX80fDPA
Ao encerrar a fala, o presidente declarou: "A gente quer viver decentemente e é isso que a gente vai garantir. Esse país é nosso e aqui ninguém mete o bedelho".
Itamaraty nega vistos a funcionários dos Estados Unidos
A declaração ocorreu após o Ministério das Relações Exteriores negar os pedidos de visto de Riley M. Barnes e Samuel Samson, funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que planejavam viajar a Brasília antes da eleição presidencial de 4 de outubro.
A decisão foi tomada na sexta-feira (24). O Departamento de Estado confirmou que os dois funcionários pretendiam visitar a capital brasileira na semana seguinte, mas não informou a finalidade da missão.
Segundo o jornal The Washington Post, a delegação pretendia discutir a integridade e a confiabilidade do sistema de votação. O governo brasileiro avaliou que os funcionários não participariam de uma missão internacional de observação eleitoral e considerou a viagem inusitada.
Integrantes do governo associaram a iniciativa a declarações de Flávio e Eduardo Bolsonaro sobre as urnas. No Supremo Tribunal Federal, ministros entenderam que a missão poderia representar interferência em uma atribuição das instituições brasileiras.

