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'Peça desculpas em três dias': Índia dá ultimato a Zuckerberg sobre controvérsia com vídeo de Modi

Decisão foi tomada após uma reunião realizada na segunda-feira (3), onde foi determinado que a Meta agiu além de seu papel como intermediária neutra. Ato foi considerado um "ataque à democracia indiana".
'Peça desculpas em três dias': Índia dá ultimato a Zuckerberg sobre controvérsia com vídeo de ModiGettyimages.ru

A Comissão Permanente de Comunicações e Tecnologia da Informação do Parlamento indiano insistiu que o CEO da Meta*, Mark Zuckerberg, se desculpe formalmente com Narendra Modi após o Facebook* remover temporariamente um vídeo do primeiro-ministro indiano.

O presidente da comissão, Nishikant Dubey, deu um ultimato na quarta-feira (5): o magnata da mídia tem "três dias" para pedir desculpas.

"Se ele não o fizer, a proteção de porto seguro da Meta será retirada", disse Dubey a repórteres no Parlamento, segundo o Hindustan Times. Tal decisão poderia expor a plataforma e seus executivos a ações legais diretas, incluindo processos criminais, acrescenta o jornal India Today.

O tema da controvérsia

Em 28 de julho, a Meta* bloqueou por aproximadamente cinco horas uma mensagem na qual Modi prometia aos jovens medidas drásticas contra o vazamento de documentos durante os protestos. 

Embora a empresa tenha se desculpado com a comissão, alegando um "erro algorítmico acidental", o Ministério da Eletrônica e Tecnologia da Informação rejeitou a justificativa como "irracional".

Em resposta, parlamentares exigiram medidas legais contra o funcionário responsável pela exclusão do vídeo e pediram total transparência sobre como a Meta modera o conteúdo em suas plataformas.

"Desestabilizando o país"

Essa posição foi consolidada após uma reunião realizada na segunda-feira (3), na qual o comitê determinou que a empresa de tecnologia agiu além de seu papel como intermediária neutra e considerou as ações da plataforma um "ataque à democracia".

Segundo Dubey, essa recorrência demonstra uma clara intenção da empresa de "desestabilizar o país".

*Classificadas na Rússia como organizações extremistas, cujas redes sociais são proibidas em seu território.