
Parlamentares da Índia exigem desculpas de Zuckerberg

Uma comissão parlamentar indiana exigiu na segunda-feira (4) que o diretor executivo da Meta*, Mark Zuckerberg, se desculpasse pessoalmente por remover temporariamente um vídeo da conta do Facebook do primeiro-ministro Narendra Modi, sob pena de perder a proteção de "porto seguro" concedida por Nova Delhi ao conglomerado de mídia social, informou o Times of India.

"Quando um vídeo do primeiro-ministro da Índia é removido, e eles próprios admitem que o conteúdo ficou indisponível por cinco horas, das 00h30 às 5h da manhã, é um assunto muito sério. Nossa comissão deixou dois pontos claros: o pedido de desculpas deve vir de Zuckerberg. Se Zuckerberg não o fizer, sua proteção legal será revogada", argumentou Nishikant Dubey, Presidente da Comissão Parlamentar Permanente de Comunicações e Tecnologia da Informação.
O congressista enfatizou que "não é a primeira vez que a Meta India" remove conteúdo de Modi e observou que, em janeiro passado, "o próprio Zuckerberg fez uma declaração [...] sobre as eleições de 2024 e depois se desculpou". "Isso demonstra sua intenção de desestabilizar o país", acusou.
Conteúdo do vídeo
No vídeo polêmico, Modi se dirigiu à juventude do país e prometeu tomar medidas enérgicas para combater o vazamento de documentos, em meio aos chamados "protestos das baratas". O veículo observa que a declaração de Dubey surge após Meta ter pedido desculpas ao comitê que preside, argumentando que o vídeo do primeiro-ministro foi removido acidentalmente.
Segundo fontes parlamentares, "diversos membros da comissão afirmaram que a questão não era um pedido de desculpas, mas sim uma exigência de responsabilização. Eles também exigiram medidas legais contra o funcionário da Meta responsável pela remoção do vídeo e solicitaram informações detalhadas da Meta sobre as medidas que a empresa tomou em relação a conteúdos controversos e questionáveis em suas plataformas", particularmente no que diz respeito ao abuso sexual infantil.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.
*Pertencente à Meta, classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.
