
Cidades-sede da Copa de 2026 nos EUA ainda aguardam milhões de dólares prometidos pela FIFA

Cidades americanas que sediam a Copa do Mundo da FIFA de 2026 exigem um pagamento de US$ 1 milhão, que, segundo seus representantes, teria sido prometido pela entidade máxima do futebol para financiar projetos de infraestrutura social e esportiva, informou na terça-feira (4) o The Athletic.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, anunciou antes da Copa do Mundo de Clubes de 2025, que as 11 cidades-sede dos EUA receberiam a quantia como uma doação sem contrapartidas para a construção de campos de futebol de tamanho reduzido e para o apoio a iniciativas comunitárias.
Posteriormente, as cidades-sede da Copa do Mundo de 2026 questionaram se receberiam o mesmo benefício, considerando o maior número de partidas e o aumento dos custos de organização do evento.
Segundo quatro executivos que participaram dos comitês organizadores, a alta direção da FIFA garantiu repetidamente em reuniões que as cidades receberiam a mesma contribuição, embora a organização nunca tenha feito um anúncio público sobre isso.
As sedes americanas na Copa do Mundo de 2026 foram Seattle, a região da Baía de São Francisco, Los Angeles, Dallas, Houston, Kansas City, Atlanta, Filadélfia, Nova Jersey, Miami e Boston.
Entretanto, algumas cidades estão com dificuldades para equilibrar suas contas, já que vários comitês organizadores estão encerrando suas atividades após os torneios e não têm certeza se devem incluir os pagamentos em seus relatórios financeiros.
Dois executivos observaram que acham difícil entender por que a FIFA, com a receita para o ciclo 2023-2026 ultrapassando US$ 15 bilhões, ainda não pagou valores relativamente pequenos em comparação com o orçamento operacional do torneio, estimado em cerca de US$ 2,7 bilhões.
