A Bélgica passou a depender totalmente da Rússia para suas importações de gás natural liquefeito (GNL), após a guerra no Oriente Médio provocar uma queda no abastecimento à Europa, informou a Bloomberg nesta segunda-feira (3).
De acordo com dados da agência, Bruxelas, o quinto maior importador europeu desse combustível em 2025, adquiriu cerca de 400 mil toneladas de gás russo. A compra ocorre depois que as exportações para a Bélgica caíram mais de 40% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado.
A União Europeia (UE) planeja uma proibição total do GNL russo a partir de 1º de janeiro de 2027. Apesar disso, as importações do produto pelos países-membros do bloco dispararam em meio a busca por alternativas aos suprimentos provenientes do Oriente Médio.
Além da Bélgica, entre os maiores compradores de gás russo estão a França, a Espanha, os Países Baixos e Portugal. No total, as importações europeias desse combustível aumentaram 16% durante o primeiro semestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando um valor de US$ 6.9 bilhões.
Nesse contexto, a Rússia continua sendo o segundo maior fornecedor de gás da UE, atrás apenas dos Estados Unidos. A posição leva alguns analistas do setor a questionarem as proibições às importações russas caso as interrupções no abastecimento proveniente do Oriente Médio continuem, aponta a Bloomberg.