
Do espaço para a Terra: por que a queda de lixo espacial virou uma preocupação global

A expansão dos lançamentos de foguetes e satélites tem aumentado a preocupação com o lixo espacial que retorna à Terra, conforme publicado pelo The New York Times na sexta-feira (31).

Segundo especialistas ouvidos pelo jornal, objetos grandes, com cerca de 1 tonelada ou mais, caem na atmosfera aproximadamente uma vez por semana.
Embora a maior parte dos fragmentos seja destruída pelo calor durante a reentrada, algumas peças conseguem atingir o solo.
Anel metálico encontrado
Em dezembro, moradores da vila de Mukuku, no Quênia, encontraram um anel metálico de centenas de quilos identificado como parte de um foguete francês lançado anos antes.
Dados da Força Espacial dos Estados Unidos apontam que os alertas sobre objetos entrando na atmosfera aumentaram de 110 em 2015 para quase 820 em 2025.
Um estudo para a Administração Federal de Aviação dos EUA estima que, até 2035, destroços espaciais poderão causar ferimentos ou mortes a cada dois anos.
O problema também envolve dificuldades para prever onde os objetos vão cair. Um erro de apenas um minuto na previsão da reentrada pode alterar a área de impacto em quase 480 quilômetros.
Regras mais rígidas
Especialistas defendem regras mais rígidas para o descarte de equipamentos no espaço e o uso de materiais que garantam a destruição completa dos objetos durante a passagem pela atmosfera.
Hoje, as normas internacionais sobre o tema ainda têm caráter limitado e não obrigam empresas e países a seguir medidas específicas.

