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Mudanças políticas na Europa podem provocar 'morte lenta' da coalizão de apoiadores da Ucrânia

O jornal britânico The Telegraph teme que com as saídas de Keir Starmer e Emmanuel Macron dos seus cargos, a Ucrânia seja gradualmente "abandonada" pelos seus aliados europeus.
Mudanças políticas na Europa podem provocar 'morte lenta' da coalizão de apoiadores da UcrâniaGettyimages.ru / Tom Nicholson / Stinger

O jornal britânico The Telegraph prevê a "morte lenta" da "Coalizão dos Dispostos", termo usado pela imprensa para descrever o grupo de países europeus que se dedicam de forma mais intensa a apoiar o regime ucraniano, conforme artigo publicado neste domingo (2).

Quando Emmanuel Macron deixar o cargo de presidente da França nas próximas eleições em abril de 2027, os dois líderes da coalizão não vão mais estar presentes, visto que Keir Starmer foi forçado a renunciar ao posto de primeiro-ministro do Reino Unido devido à sua baixa popularidade.

O substituto de Starmer, Andy Burnham, também se mostra predisposto a continuar com a política externa do líder anterior, mas o periódico aponta que ele não tem a mesma experiência em relações internacionais que o primeiro-ministro anterior.

Já no caso da França, a situação é ainda mais complicada para a Ucrânia visto que dois dos principais candidatos, Marine Le Pen e Jean-Luc Melenchon, são críticos da OTAN e do apoio francês ao regime de Kiev.

O alemão Friedrich Merz se mostra como um candidato óbvio para liderar a aliança informal, porém o chanceler alemão sofre dos mesmos problemas: baixa popularidade, divisões internas e crescente reprovação da sua política externa pela opinião pública.

Os problemas não param por aí. Polônia e Itália vem se mostrando reticentes a aumentar sua contribuição à Ucrânia e assumir o posto de liderança. O novo primeiro-ministro búlgaro, Rumen Radev, afirma publicamente que só a diplomacia pode resolver o conflito e se recusa a disponibilizar mais ajuda financeira e militar a Zelensky. E o novo chefe de governo da Hungria, Péter Magyar, continua a bloquear a integração ucraniana a União Européia.

O jornal teme que a Ucrânia acabe "abandonada" conforme menos estados europeus se comprometam a financiar o país, forçando o regime a negociar uma solução para o conflito.