Movimentos estudantis, trabalhistas e ambientalistas realizaram manifestações simultâneas em mais de 24 cidades mexicanas no sábado (1º), exigindo o rompimento de relações diplomáticas e comerciais com Israel, em resposta à ofensiva militar no Líbano, em Gaza e na Cisjordânia, de acordo com informações divulgadas pela imprensa mexicana.
Na cidade de Puebla, aproximadamente 150 pessoas participaram da mobilização, que partiu do Paseo Bravo rumo às instalações da Secretaria de Relações Exteriores.
O percurso foi interrompido quando cerca de 50 policiais bloquearam o acesso ao centro histórico, onde acontecia uma cerimônia do Mês dos Policiais. Durante 30 minutos, houve empurrões e discussões entre manifestantes e autoridades, sem registros de prisões ou feridos graves.
Os organizadores optaram por redirecionar a marcha pelas ruas 16 de Setembro e 5 de Mayo até a SRE, onde realizaram assembleia criticando a atuação policial e reafirmando solidariedade ao povo palestino.
Entre as reivindicações centrais estava a transparência e cancelamento de acordos de cooperação com organizações e empresas israelenses, especialmente aqueles relacionados à gestão hídrica.
Os ativistas questionaram o convênio firmado em 2023 entre a Junta Central de Água e Saneamento de Chihuahua e a agência israelense Mashav, temendo impactos na administração dos recursos naturais.
Autoridades estaduais negaram que o acordo implique transferência de água para Israel, afirmando tratar-se apenas de intercâmbio tecnológico para melhorar sistemas de manejo do recurso.