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Petro acusa presidente eleito colombiano de ser cúmplice de Netanyahu em genocídio

O presidente da Colômbia reagiu à nomeação da nova embaixadora israelense no país sul-americano.
Petro acusa presidente eleito colombiano de ser cúmplice de Netanyahu em genocídioGettyimages.ru / Diego Cuevas / Tom Williams

O presidente colombiano, Gustavo Petro, reagiu, em X nesta segunda-feira (27), à nomeação da nova embaixadora de Israel em Bogotá, Vivian Aisen, depois de Abelardo de la Espriella, que assumirá a presidência em 7 de agosto, ter concordado em restabelecer as relações diplomáticas com o país do Oriente Médio, rompidas desde 2024.

"Netanyahu cometeu um crime contra a humanidade, e Abelardo se torna cúmplice de genocídio", declarou Petro, acrescentando que o povo escolhido de Deus não são os EUA ou Israel, mas toda a humanidade.

"Uma mãe que luta pela igualdade das mulheres jamais permitiria que dezenas de milhares de mulheres palestinas e seus filhos, que também morreram em seus braços, fossem mortos por mísseis. Indigno de Deus", declarou o presidente colombiano, referindo-se à nomeação de Aisen.

Petro também acusou De la Espriella de ter vencido a Presidência graças a algoritmos, "substituindo a vontade popular".

As relações diplomáticas entre a Colômbia e Israel foram rompidas em maio de 2024 por Petro, que citou sua posição sobre o conflito na Faixa de Gaza. O presidente afirmou que não poderia permanecer cúmplice e em silêncio enquanto o governo israelense enfrenta sérias acusações de genocídio, crimes de guerra e violações do direito internacional humanitário.