Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se, nesta sexta-feira (31), alvo de um segundo inquérito por suspeita de tráfico de influência. A investigação apura possíveis irregularidades em atuação junto a um empresário do setor de tecnologia, que buscava fazer negócios com o governo.
"A investigação suspeita que esse empresário bancou ao menos uma viagem para Lulinha e, em troca, obteve negócios no governo federal", particularmanete com a Dataprev, explica o jornal Estado de S. Paulo.
De acordo com o veículo, o empresário é Cleber Ribas de Oliveira, sócio de uma empresa chamada 3STRUCTURE IT, especializada em segurança digital e outros serviços.
"Procurado, ele afirmou que é amigo pessoal de Lulinha, que nunca obteve negócios com a Dataprev e negou irregularidades na relação com o governo federal", prossegue o Estadão.
A autorização para a abertura do primeiro e do segundo inquérito partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Relembre:
O primeiro inquérito investiga se Lulinha, teria praticado tráfico de influência e corrupção ao supostamente favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em negócios com o Ministério da Saúde. A PF suspeita que os dois mantiveram relações comerciais ligadas ao setor de cannabis medicinal.
Segundo a investigação, o Careca do INSS tentou fechar, entre 2024 e 2025, um contrato milionário para fornecer medicamentos à base de canabidiol ao governo, mas a negociação não avançou. A PF apura se Lulinha teria atuado para facilitar o acesso do empresário ao Ministério da Saúde. A defesa de Lulinha nega irregularidades e afirma que ele não tem relação com os negócios investigados.