FIFA descartou planos de privatizar a Copa do Mundo, afirmam fontes à imprensa dos EUA

O boicote europeu e as divisões internas estão por trás do recuo, segundo o New York Post.

O polêmico plano do presidente da FIFA, Gianni Infantino, de privatizar a Copa do Mundo de futebol foi descartado após uma ameaça de boicote da UEFA e divisões internas na organização, informou nesta sexta-feira (31) o jornal New York Post.

O projeto de Infantino prevê a venda de uma participação minoritária em uma nova empresa comercial que controlaria a Copa do Mundo e seria avaliada em cerca de US$ 20 bilhões. O acordo envolveria Joshua Kushner, irmão do genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e fundador da Thrive Capital, empresa de capital de risco.

Agora, fontes familiarizadas com a operação afirmaram ao jornal nova-iorquino que o negócio não irá adiante.

"Eles não estão gostando nada disso. Não têm nenhuma intenção de continuar envolvidos nessa confusão", afirmou uma das fontes, sob condição de anonimato. "Kushner encontrará outra maneira de participar deste setor. Isso está se transformando em um pesadelo para a marca", acrescentou.

Rejeição imediata

A ideia de Infantino provocou forte rejeição entre as federações. A reação mais dura veio da Europa, com a UEFA ameaçando boicotar todas as competições da FIFA caso o plano de vender participações da Copa do Mundo a investidores privados não seja revertido.

Segundo relatos da imprensa, a UEFA já estaria inclusive avaliando um possível substituto para Infantino, em meio a uma disputa aberta contra sua controversa gestão. O nome defendido pelos europeus seria o do dirigente Nasser al-Khelaifi, presidente do Paris Saint-Germain.

Além disso, altos executivos da FIFA têm se distanciado do plano de Infantino. Nesta sexta-feira, seu principal assessor, Carlos Cordeiro, chegou a renunciar em protesto contra a proposta de vender 20% de uma nova subsidiária que administraria os direitos comerciais e de mídia da Copa do Mundo.