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Assessor de Infantino renuncia em protesto contra venda de direitos da Copa do Mundo

Carlos Cordeiro deixa o cargo após criticar proposta de venda de participação nos direitos do torneio, alegando danos ao futebol.
Assessor de Infantino renuncia em protesto contra venda de direitos da Copa do MundoEmilee Chinn/Gettyimages.ru//Ulrik Pedersen/NurPhoto/Gettyimages.ru

Carlos Cordeiro, o assessor sênior do presidente da FIFA, Gianni Infantino, renunciou ao cargo após manifestar oposição à possível venda de parte dos direitos da Copa do Mundo, informou o Sky News nesta sexta-feira (31).

Justificando a decisão, o ex-assessor afirmou que os planos teriam impacto negativo no futebol.

"Como conselheiro sênior do presidente da FIFA, ex-banqueiro e fã de futebol de longa data, não posso ficar de braços cruzados enquanto a FIFA considera vender uma participação na Copa do Mundo. Deixe-me ser claro: não tive qualquer envolvimento nesta proposta e me oponho a ela inequivocamente. É um mau negócio para as Associações Membro da FIFA, um mau negócio para o futebol e um mau negócio para o futuro do esporte a longo prazo", afirmou Cordeiro em declaração à mídia.

Ele destacou que a FIFA já tem acesso a recursos financeiros "extraordinários" e possui "capacidade financeira para fornecer esse apoio com seus recursos existentes".

"Vender uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol para arrecadar US$ 4,2 bilhões faz pouco sentido. É hipotecar o futuro do futebol sem qualquer justificativa convincente", argumentou.

Ele também enfatizou que a responsabilidade da organização é de "proteger e fortalecer o futebol para as gerações futuras" e não de "maximizar os lucros comerciais a qualquer custo".

Investir na Copa do Mundo? Entenda a proposta

O plano da FIFA prevê a criação de uma nova empresa, chamada FIFA Forward Enterprise (FFE), que ficaria responsável pela administração dos direitos comerciais das competições organizadas pela entidade, incluindo transmissões, patrocínios, venda de ingressos e licenciamento de produtos.

A proposta prevê a entrada de investidores externos com participações minoritárias, sem poder de controle. De acordo com o Financial Times, a participação privada poderia chegar a cerca de 20%.

A FIFA afirma, no entanto, que manteria o controle da nova empresa por meio de maioria no conselho de administração e continuaria com autoridade exclusiva sobre decisões relacionadas à governança do futebol, competições, calendário e regras do esporte.