China exige fim do bloqueio unilateral e das sanções americanas contra Cuba

Pequim também condenou as ameaças de uso da força e apoia a defesa da soberania da ilha.

A China apela aos EUA para que encerrem imediatamente as ameaças de uso da força contra Cuba e acabem ao bloqueio e a todas as sanções unilaterais contra a ilha, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, segundo o Global Times, nesta sexta-feira (31).

A porta-voz foi questionada sobre relatos recentes que indicam que Washington está considerando várias opções para realizar uma possível ação militar contra a nação caribenha.

"Tomamos conhecimento dos relatórios relevantes. A China já declarou sua posição sobre essas questões em diversas ocasiões", afirmou Mao. 

A porta-voz acrescentou que Pequim continuará a apoiar firmemente Havana na defesa de sua soberania nacional e na rejeição da interferência estrangeira. Ela enfatizou o compromisso de trabalhar com todas as partes em defesa da justiça e da equidade internacionais.

O cerco à Cuba

Washington mantém um bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. Desde que Trump assumiu seu segundo mandato, em janeiro de 2025, os Estados Unidos intensificaram as medidas de asfixia total contra a ilha.

Essa política extraterritorial tem sido acompanhada de sérias ameaças. O próprio presidente dos Estados Unidos afirmou que estaria disposto a usar a força, se necessário, para derrubar o governo cubano, que, por sua vez, denuncia essas ações como um "genocídio".

O governo Trump, que mantém destacamento militar no Caribe com tropas do Comando Sul dos EUA, admitiu reiteradas vezes que o objetivo de sua política contra a ilha é impedir qualquer tipo de receita para Havana e até bloquear o fornecimento de petróleo, essencial para suas necessidades energéticas.

A situação afeta gravemente a economia do país caribenho, que, nos últimos meses, sofreu o impacto de um bloqueio multidimensional reforçado por diversas medidas coercitivas da Casa Branca, colocando em risco serviços fundamentais como o abastecimento de combustível, eletricidade, saúde, educação, transporte, alimentos e turismo.