
EUA apoiam projeto milionário de terras raras na África para conter China

Os Estados Unidos estão investindo em um projeto de mineração de terras raras de US$ 150 milhões em Madagascar. As informações foram divulgadas na terça-feira (28) pela agência Reuters, citando um porta-voz do Departamento de Estado americano.
A iniciativa é parte de uma estratégia mais ampla para ampliar sua presença no setor de minerais críticos na África e reduzir a dependência de cadeias de suprimentos dominadas pela China.

O projeto Ampasindava, de propriedade da empresa Harena Rare Earths, listada em Londres, recebeu um compromisso inicial de até US$ 4,84 milhões da Corporação de Financiamento e Desenvolvimento Internacional dos EUA (DFC) para operações de planta-piloto, testes laboratoriais e programas ambientais.
Segundo um porta-voz do Departamento de Estado, a estratégia de Washington visa aumentar o investimento americano em setores de mineração africanos "dominados por investimentos opacos e predatórios de nossos adversários".
"Madagascar se encaixa nessa estratégia, e vemos oportunidades em todo o país para aumentar o investimento dos EUA e de seus aliados no setor de minerais críticos", declarou.
O depósito de argila iônica de Ampasindava contém neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, elementos vitais para a fabricação de ímãs permanentes usados em caças, mísseis de precisão, veículos elétricos, turbinas eólicas e componentes eletrônicos.
