
China sinaliza diálogo com EUA sobre 'preocupações conjuntas' no fornecimento de terras raras

O Ministério do Comércio da China anunciou nesta quarta-feira (20) disposição para dialogar com os Estados Unidos sobre o fornecimento de metais de terras raras e tecnologias relacionadas.
Segundo o órgão, Pequim e Washington devem "estudar conjuntamente" soluções para preocupações consideradas "razoáveis e legais" envolvendo o acesso a esses recursos estratégicos.

O ministério destacou que os controles de exportação chineses seguem a legislação nacional e afirmou que o país está pronto para criar condições favoráveis a uma cooperação "mutuamente benéfica" entre empresas dos dois países, além de contribuir para a segurança e estabilidade das cadeias globais de produção e abastecimento.
E o Brasil?
O debate internacional sobre terras raras também apareceu recentemente no Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, na segunda-feira (18), que o país pretende ampliar o mapeamento de minerais críticos e incentivar parcerias internacionais para exploração desses recursos.
Durante agenda ligada ao Sirius, centro brasileiro de pesquisa científica, Lula afirmou que apenas cerca de 30% do potencial mineral nacional é conhecido e defendeu acelerar levantamentos geológicos com apoio de tecnologia e pesquisa científica.
O presidente citou o cenário internacional ao sugerir que o ex-presidente norte-americano Donald Trump "pare de brigar" com o presidente chinês Xi Jinping e coopere com o Brasil no setor mineral.
Lula afirmou que o país está aberto à participação de governos e empresas estrangeiras, desde que seja respeitada a soberania nacional sobre os recursos naturais.
"Pode vir quem quiser, desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão de sua soberania", declarou.

