O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discutiram três possíveis caminhos a seguir em relação ao Irã em uma reunião em Washington na terça-feira (28) informou o Axios na quarta-feira (30), citando um alto funcionário israelense.
A reunião de 90 minutos focou principalmente na estratégia em relação a Teerã, com Trump ainda procurando um acordo diplomático, mas também considerando a possibilidade de optar por uma campanha militar ainda mais agressiva.
Netanyahu reiterou suas dúvidas sobre as chances de se chegar a um acordo e defendeu a necessidade de aumentar a pressão sobre o Irã por meio de medidas econômicas e ações militares.
Alternativas discutidas
A primeira alternativa discutida foi a de chegar a um novo acordo com o Irã para resolver a crise por meios diplomáticos.
A segunda consistiria na manutenção do bloqueio naval e no reforço das sanções econômicas contra Teerã.
E uma terceira seria retomar e intensificar os ataques militares contra alvos iranianos.
"Analisamos todas as opções de forma minuciosa e direta", afirmou um oficial israelense, que explicou que o objetivo era avaliar as consequências de cada cenário.
Netanyahu aguarda a decisão de Trump, mas deixou claro que, se o Irã atacar Israel, a resposta será imediata e enérgica, de acordo com um oficial israelense.
« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »
Trump também expressou preocupação com o impacto do conflito nos mercados de energia e na economia global. Netanyahu respondeu que o Irã está usando o Estreito de Ormuz como uma de suas últimas ferramentas de pressão para tentar obter concessões dos Estados Unidos.
Outros temas em questão
Além do futuro das relações com o Irã, Netanyahu também discutiu outras questões regionais com Trump, incluindo a presença israelense no sul da Síria e conversas sobre uma possível normalização das relações com a Arábia Saudita.
O primeiro-ministro israelense propôs ainda uma redução gradual da dependência militar dos Estados Unidos, com o objetivo de Israel alcançar maior autonomia defensiva na próxima década, mantendo, ao mesmo tempo, a cooperação estratégica com Washington.