Zuckerberg critica possível proibição de IA chinesa nos EUA e alerta para riscos à inovação

O CEO da Meta alertou que grandes laboratórios de IA dos EUA podem exercer influência excessiva sobre a regulamentação do setor, o que, segundo ele, poderia reduzir a concorrência interna e concentrar poder nas mãos de poucas empresas.

O CEO da Meta*, Mark Zuckerberg, se manifestou contra uma possível proibição de modelos de inteligência artificial (IA) chineses nos Estados Unidos. Em entrevista ao Financial Times nesta quarta-feira (29), ele afirmou que essa medida "não seria uma solução eficaz" para garantir a liderança americana na corrida tecnológica.

Zuckerberg alertou que grandes laboratórios de IA dos EUA podem exercer influência excessiva sobre a regulamentação do setor, o que, segundo ele, poderia reduzir a concorrência interna e concentrar poder nas mãos de poucas empresas.

O executivo também defendeu que as companhias americanas identifiquem e eliminem "gargalos e obstáculos" que dificultam sua capacidade de competir com a China no desenvolvimento de tecnologias de inteligência artificial.

*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.