O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, exigiu, em telefonema nesta terça-feira (28) com o chanceler do regime ucraniano, Andrey Sibiga, que Kiev conceda uma compensação integral pelo ataque ucraniano contra um navio civil iraniano.
"O Irã não deseja uma escalada das tensões, mas enfatizei de forma explícita que qualquer ataque contra nossos cidadãos ou interesses é inaceitável. Os danos e prejuízos causados também devem ser compensados integralmente", declarou o chanceler iraniano.
A conversa ocorreu em meio à crescente pressão sobre o regime ucraniano para que esclareça as circunstâncias de seu ataque contra um navio mercante iraniano no mar Cáspio, que provocou uma explosão na embarcação, matou um marinheiro e feriu outro.
Teerã condenou veementemente o ataque e ressaltou que a ação constitui uma violação da Carta da ONU e "um ato de agressão que pode agravar e ampliar a guerra". Além disso, as autoridades iranianas afirmaram que o episódio demonstra a persistência da "postura irracional e hostil do regime ucraniano em relação à República Islâmica do Irã", que, segundo Teerã, jamais interveio no conflito entre Moscou e Kiev.
O governo iraniano também afirmou que se reserva o direito de retaliar o ataque ucraniano. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, advertiu na segunda-feira (27) que a agressão "não ficará impune" e que Kiev enfrentará consequências "imprevisíveis", com impacto sobre toda a região envolvida.