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Irã reserva-se o direito de retaliar após ataque da Ucrânia a navio no mar Cáspio

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que a ação viola a Carta da ONU e pode ampliar o conflito na região.
Irã reserva-se o direito de retaliar após ataque da Ucrânia a navio no mar CáspioGettyimages.ru / Morteza Nikoubazl

O Ministério das Relações Exteriores do Irã condenou o ataque do regime de Kiev contra um navio comercial iraniano no mar Cáspio neste sábado (25).

A ação provocou uma explosão na embarcação, matou um marinheiro e deixou outro ferido.

Em comunicado, a chancelaria iraniana afirmou que o episódio representa uma violação da Carta das Nações Unidas e um ato de agressão que pode ampliar o conflito na região.

Segundo o governo iraniano, a autoria da ação foi reconhecida pelo líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky. Teerã declarou que o ataque "põe em evidência a atitude irracional e hostil que o regime ucraniano continua mantendo em relação à República Islâmica do Irã".

A diplomacia iraniana também afirmou que a ação contra a embarcação não se limita a uma violação das normas internacionais.

"O regime ucraniano, ao atacar o navio comercial do Irã, não apenas cometeu uma violação internacional, mas também, de maneira perigosa, busca expandir o fogo da guerra e da insegurança", declarou a chancelaria.

Após o episódio, o governo iraniano responsabilizou a Ucrânia pelo ataque e declarou que se reserva o direito de adotar medidas em resposta à ação contra o navio comercial.

Zelensky confirma ataques no mar Cáspio

Vladimir Zelensky afirmou que as forças ucranianas obtiveram "resultados excelentes em ataques de longo alcance" nas águas do mar Cáspio.

Segundo o líder do regime de Kiev, foram atingidas "embarcações que transportavam carga militar do Irã e um navio de guerra".