Quase metade dos jovens argentinos vive em situação de vulnerabilidade social, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (28) pela Universidade de Buenos Aires (UBA). O estudo estima que 48,9% da população entre 18 e 29 anos, cerca de 4,1 milhões de pessoas, enfrenta pobreza econômica ou não concluiu a educação básica.
Entre os jovens vulneráveis, 57% afirmam que a renda do trabalho não é suficiente para chegar ao fim do mês e apenas 24,8% continuam estudando. Além disso, 30% estão desempregados e dois em cada dez não estudam nem trabalham.
A informalidade também predomina no mercado de trabalho. Entre os jovens empregados, apenas 15% têm vínculo formal, enquanto 76% trabalham de forma informal ou por conta própria, principalmente no comércio, na construção civil e em serviços.
Saúde mental
O levantamento aponta ainda que mais de 70% dos entrevistados sofrem frequentemente com ansiedade ou nervosismo, enquanto mais da metade relata apatia ou depressão. Cerca de 30% também afirmam não conseguir controlar o consumo de álcool, cigarro ou outras drogas.
Além disso, 78% dos jovens não possuem plano de saúde e dependem exclusivamente do sistema público, enquanto 40% dizem viver em bairros considerados inseguros.
Realizada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, a pesquisa ouviu 1.002 argentinos de 18 a 29 anos em situação de vulnerabilidade e integra o relatório "Jóvenes Vulnerables en Argentina: Condiciones de Vida, Creencias y Expectativas sobre el Futuro", elaborado pela UBA.