Um dos principais obstáculos para o ingresso da Ucrânia na União Europeia é a manutenção de símbolos ligados a Stepan Bandera, líder ultranacionalista ucraniano que colaborou com os nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, afirmou o ministro da Defesa da Polônia, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz.
Em entrevista publicada no domingo (26), o ministro disse que a Ucrânia não poderá ingressar no bloco europeu "glorificando Bandera" e afirmou que a União Europeia não pode ser construída sobre uma história considerada hostil por seus membros.
Kosiniak-Kamysz também citou outros pontos das tensões nas negociações, como o combate à corrupção e a adaptação da agricultura ucraniana aos padrões europeus. Segundo ele, a Polônia adotará uma posição firme nessas questões.
O ministro afirmou ainda que a relação entre os dois países depende de avanços no reconhecimento de episódios históricos, especialmente os massacres de poloneses na Volínia, na Pequena Polônia e na Galícia Oriental entre 1943 e 1944, classificados por Varsóvia como genocídio.
Ele defendeu a preservação da memória das vítimas e um processo de reconciliação entre poloneses e ucranianos.