
'Ilusão tola': Pyongyang rejeita apelo da ASEAN para desnuclearização da Península Coreana

Kim Yo-jong, chefe do Departamento Geral do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) e irmã do líder do país, Kim Jong-un, condenou veementemente a declaração do fórum da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que levantou a questão da desnuclearização na região.

Em particular, ela expressou seu "forte descontentamento" e "rejeitou veementemente" a posição do fórum, que, segundo ela, "distorce a essência da situação na Península Coreana" e fala de sua "desnuclearização completa".
A declaração foi feita após a presidente da ASEAN, a ministra das Relações Exteriores das Filipinas, Theresa Lazaro, expressar a "grave preocupação" da organização com o "desenvolvimento contínuo de armas nucleares e programas de mísseis balísticos" da RPDC e enfatizar os esforços internacionais para alcançar a completa desnuclearização da península.
Segundo a declaração, as ambições nucleares de Pyongyang constituem "desenvolvimentos preocupantes que ameaçam a paz e a estabilidade na região".
Resposta de Pyongyang
Em resposta, Kim Yo-jong denunciou as ações dos Estados Unidos e seus aliados na tentativa de alterar o status da Coreia do Norte como um país detentor de armas nucleares, estabelecido permanentemente pela constituição, com um documento que carece de força juridicamente vinculativa.
Ela advertiu ainda que, se o Fórum Regional da ASEAN realmente deseja cumprir sua missão como órgão consultivo em busca da paz e segurança regional, deve evitar ser usado indevidamente como porta-voz remunerado dos Estados Unidos.
"Apegar-se à 'desnuclearização da Península Coreana', que perdeu completamente seu significado conceitual e prático, é uma falha de pensamento estratégico e lógico, além de ser a manifestação de uma ilusão insensata e estúpida", declarou Kim Yo Jong.
A irmã do líder do país também enfatizou que "a força de dissuasão nuclear é o escudo supremo da soberania nacional e a mais alta garantia para a proteção dos direitos nacionais", acrescentando que "a posição da RPDC como um Estado nuclear responsável que garante o equilíbrio de poder na Península Coreana e além, e assegura a estabilidade geopolítica, é definitiva e irreversível".

