
'Toque nosso programa nuclear e haverá uma catástrofe', adverte irmã de Kim Jong-un ao G7

Kim Yo-jong, irmã do Líder Supremo da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Kim Jong-un, e diretora do Departamento do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia, condenou na quinta-feira (18) o apelo do G7 pela desnuclearização do país, classificando-o como uma violação de sua constituição e soberania.

"A infeliz situação do Ocidente, que é obrigado a cumprir a prática rotineira de entoar o slogan da 'desnuclearização', reconhecendo que é uma meta vazia e irrealizável, foi mais uma vez exposto sem maiores explicações", afirmou.
"Na cúpula do G7 realizada na França, os Estados Unidos e outros países ocidentais repetiram mais uma vez o argumento anacrônico da 'desnuclearização', ao mesmo tempo em que lançaram acusações políticas infundadas contra a República Popular Democrática da Coreia", acrescentou.
"G7, responsável por destruir a paz"
Kim Yo-jong afirmou que "o G7, principal responsável pela destruição da paz e da segurança mundiais, bem como do regime internacional de não proliferação nuclear, não tem autoridade para comentar as decisões soberanas da RPDC nem o direito de se opor a elas".
"Expresso minha forte insatisfação e pesar pelo exagero do G7, que constitui uma violação direta da nossa Constituição Nacional e eu categoricamente condeno e rejeito nos termos mais claros", afirmou.
A irmã do líder coreano enfatizou que os políticos ocidentais "não podem ignorar que a 'desnuclearização' [...] jamais poderá ser realizado em hipótese alguma". "E se eles realmente ignorarem, isso só mostra sua falta de julgamento político e senso de realidade", indicou. "É evidente que o argumento da 'desnuclearização' perdeu completamente sua validade, e isso não será alterado em nada pela intensidade das críticas de nenhum grupo", declarou.
"'Desnuclearização' é uma linha vermelha"
"Pela própria força destrutiva que as armas nucleares abrigam, quando caem nas mãos da injustiça tornam-se um instrumento de explosão que prejudica a humanidade, mas quando estão nas mãos da Justiça tornam-se um impedimento intransponível para conter a injustiça", argumentou.
A política afirmou que seu país manterá esse tipo de armamento apenas para legítima defesa, já que "não há nada mais estúpido do que sentar de braços cruzados diante de uma ameaça militar" de outras potências nucleares. "Nossas armas nucleares, como meio de autodefesa e resposta, manterão inalteráveis tanto sua identidade quanto sua permanência. A posse de armas nucleares é um interesse fundamental que devemos defender a todo custo, e a 'desnuclearização' é uma linha vermelha que nunca pode ser cruzada. [...] Tocar nos interesses nucleares centrais de um estado com armas nucleares seria a pior decisão possível, uma catástrofe", concluiu.

