O comandante do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, no Irã, Abdolrahim Abdollahi, emitiu um alerta contundente às forças americanas em meio à escalada das tensões entre os dois países: "Temos passagens só de ida para o inferno para vocês."
Abdollahi afirmou que, a partir de agora, para cada cidadão iraniano que morrer, "um soldado americano irá para o inferno", e assegurou que essa será uma "regra definitiva" no campo de batalha. Ele acrescentou que essa fórmula já se provou eficaz contra o inimigo.
Nova escalada bélica
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que os ataques continuarão até reduzir as capacidades militares do Irã. Ele também ameaçou atingir usinas de energia, pontes e instalações do setor energético caso a República Islâmica se recuse a negociar.
Após um frágil cessar-fogo acordado em abril, o conflito entre os dois países se intensificou, quando Trump declarou encerrado o acordo com a República Islâmica e a acusou de bombardear navios mercantes no Estreito de Ormuz. Desde então, ocorreram intensas trocas de ataques, com bombardeios norte-americanos que atingiram inclusive infraestrutura civil iraniana, enquanto Teerã respondeu com ataques contra bases dos Estados Unidos na região. Além disso, Washington restabeleceu o bloqueio militar aos portos iranianos.
Na quarta-feira (22), Donald Trump lançou uma advertência ao Irã em meio à nova escalada entre os dois países. O presidente ameaçou bombardear uma ponte ou uma usina elétrica para cada ataque que a República Islâmica realizar contra um navio no Estreito de Ormuz. Um dia antes, Trump havia afirmado que os Estados Unidos realizariam ataques "com muita força" contra qualquer local onde o Irã "esteja sequer pensando em armas nucleares".
- Teerã sustenta que suas ações são uma resposta às violações do memorando de entendimento por parte de Washington. Nesse contexto, a Guarda Revolucionária do Irã advertiu que não será exportada "nem uma única gota de petróleo ou gás" da região enquanto continuarem as agressões americanas.