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China aplica restrições à UE para impedir 'aumento do potencial militar'

Medida de Pequim responde a sanções contra a Rússia. País diz estar preocupado com o duplo uso de seus produtos pela Europa que possam contribuir no "desenvolvimento, produção ou uso de armas de destruição em massa e seus meios de lançamento".
China aplica restrições à UE para impedir 'aumento do potencial militar'Gettyimages.ru / Lintao Zhang

A China anunciou nesta sexta-feira (24) a inclusão de 14 entidades da União Europeia (UE) em sua lista de controle de exportações, proibindo o fornecimento de itens de dupla utilização às empresas, conforme a imprensa estatal CGTN.

Segundo o Ministério do Comércio chinês, a medida visa proteger a segurança e os interesses nacionais, além de cumprir obrigações internacionais de não proliferação.

Além de impedir exportações diretas, Pequim determinou que organizações e indivíduos no exterior não poderão transferir ou fornecer itens de origem chinesa às entidades listadas. Atividades em andamento deverão ser interrompidas imediatamente.

Questão russa

Segundo um porta-voz do ministério, a decisão responde ao mais recente pacote de sanções da UE contra a Rússia, que incluiu 14 empresas da China continental e de Hong Kong.

Entre as empresas afetadas estão a italiana Lafert S.p.A., a Garnet S.r.l., a alemã Sindlhauser Materials GmbH, a Rheinmetall AG, a Antraco Chemie-Handelsgesellschaft mbH., a belga InPACT S.A. e a francesa III-V LAB.

As restrições foram adotadas com base na Lei de Controle de Exportações da China. O governo define itens de dupla utilização como bens, tecnologias ou serviços com aplicações civis e militares, ou que possam contribuir para o "aumento do potencial militar", especialmente no "desenvolvimento, produção ou uso de armas de destruição em massa e seus meios de lançamento".