A China prevê que 50% da eletricidade do país seja gerada por fontes não fósseis até 2030, segundo o plano de desenvolvimento de energias renováveis lançado nesta quinta-feira (23). A estratégia também estabelece como meta ampliar a capacidade instalada de fontes renováveis para 3,5 bilhões de quilowatts (kW), dos quais mais de 2,8 bilhões de kW deverão ser provenientes de usinas eólicas e solares.
O plano foi divulgado pela Administração Nacional de Energia (NEA) e pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC), responsáveis pela política energética e pelo planejamento econômico do país. Segundo o governo, o setor entrará em uma nova fase de expansão, com foco no aumento da escala, na melhoria da qualidade e na substituição gradual dos combustíveis fósseis.
Até 2030, a China estima que a geração anual de energia renovável alcance cerca de 6 trilhões de quilowatts-hora (kWh). Desse total, mais de 4 trilhões de kWh deverão ser produzidos por parques eólicos e usinas solares.
Metas
O documento prevê que o consumo total de energia renovável chegue ao equivalente a 1,8 bilhão de toneladas de carvão padrão até o fim da década.
O uso de fontes renováveis fora do setor elétrico deverá crescer 2,5 vezes em relação aos níveis de 2025, alcançando um volume equivalente a aproximadamente 150 milhões de toneladas de carvão padrão.
Entre 2026 e 2030, a China pretende adicionar mais de 300 milhões de kW de capacidade confiável para atender aos picos de demanda por meio de fontes renováveis. O plano também prevê o início de projetos de energia eólica offshore com capacidade total de cerca de 100 milhões de kW.
Expansão da matriz
A capacidade instalada de hidrelétricas convencionais deverá atingir cerca de 410 milhões de kW até 2030, em um modelo que busca conciliar a geração de energia com a proteção ambiental, o controle de enchentes, o abastecimento de água, a irrigação e a navegação.
O governo também estabeleceu metas para alcançar 15 milhões de kW de capacidade em usinas solares térmicas, 400 mil kW em energia marinha e aproximadamente 160 milhões de kW em usinas hidrelétricas reversíveis.
Segundo as autoridades chinesas, as fontes não fósseis deverão responder por 50% da geração elétrica do país. Dentro dessa parcela, quase toda a produção virá de fontes renováveis, sendo cerca de 30% das chamadas novas fontes de energia, categoria que exclui as hidrelétricas.
Cooperação internacional
O plano prevê ampliar a cooperação internacional em energia renovável para apoiar a transição global para uma matriz de baixo carbono.
O governo também informou que incentivará empresas e instituições chinesas a participar da elaboração de padrões internacionais e da certificação de tecnologias de energia limpa, além de ampliar a presença de seus produtos e soluções no mercado global.