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Veículos elétricos evitam 260 mil mortes prematuras na China, aponta estudo

Pesquisa analisou 150 cidades do gigante asiático, onde carros elétricos dominam o mercado de transporte urbano.
Veículos elétricos evitam 260 mil mortes prematuras na China, aponta estudoGettyimages.ru / STR/NurPhoto

A expansão dos veículos elétricos na China já produz efeitos concretos na saúde pública e pode ter evitado 262 mil mortes prematuras. É o que indica um estudo divulgado na revista científica Nature, nesta sexta-feira (5).

Os pesquisadores concluíram que a adoção em larga escala de carros elétricos e outras modalidades de "veículos de nova energia" reduziu significativamente a poluição do ar em cidades chinesas.

A pesquisa analisou dados de 150 cidades do gigante asiático e comparou a qualidade do ar observada com um cenário hipotético em que todos os veículos continuassem utilizando motores tradicionais movidos a combustíveis fósseis.

O estudo identificou uma queda superior a 30% nos níveis de monóxido de carbono e uma redução de mais de 23% na concentração de partículas finas (PM2,5), consideradas uma das formas mais perigosas de poluição atmosférica.

Segundo os autores, a melhora na qualidade do ar evitou mortes associadas a doenças como acidentes vasculares cerebrais (AVC), enfermidades cardiovasculares, câncer de pulmão e problemas respiratórios.

A China é atualmente o maior mercado mundial de veículos elétricos. O governo chinês vem investindo pesado em subsídios, incentivos fiscais e programas de apoio à indústria. Em 2025, mais da metade dos automóveis vendidos no país já eram elétricos.

Desafios ambientais persistem

Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores alertam que a transição energética dos veículos não elimina todos os problemas ambientais, já que algumas fontes de poluição permanecem associadas à geração de eletricidade, à produção industrial e ao transporte pesado.

"Os resultados são ao mesmo tempo encorajadores e preocupantes", afirmou o pesquisador Qiangqiang Yuan, coautor do estudo. Isso porque os dados demonstram o potencial dos veículos elétricos para salvar vidas, mas também evidenciam o elevado custo humano provocado pela poluição do ar.